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Radar Por Robson Bonin Notas exclusivas sobre política, negócios e entretenimento. Com Evandro Éboli, Mariana Muniz e Pedro Carvalho. Este conteúdo é exclusivo para assinantes.

Risco de perder mandato faz deputado aliado evitar criação do Aliança

Dois deputados governistas do PSL foram orientados a não aderir sob o risco de perderem mandato por infidelidade

Por Evandro Éboli - Atualizado em 22 nov 2019, 16h07 - Publicado em 22 nov 2019, 13h06

Pelo menos dois deputados do “PSL bolsonarista” evitaram assinar  a ata de fundação do Aliança pelo Brasil, lançado ontem pelo presidente.

Foram orientados a isso, sob o risco de perderem seus mandatos por infidelidade. Há precedentes na Justiça Eleitoral.

O deputado General Peternelli (PSL-SP) evitou até mesmo ir ontem ao hotel onde ocorreu a convenção. E citou uma metáfora do futebol.

“Prudência. Claro que estou ao lado do Bolsonaro. Mas a legislação não é clara sobre isso. Não pode o Neymar, no PSG, assinar ficha de outro clube”, disse Peternelli ao Radar.

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Carlos Jordy (PSL-RJ) foi, mas não assinou. Colocou o pai e irmão para endossarem.

A orientação que receberam de um advogado eleitoral foi a seguinte: a legislação diz que um simples filiado não pode assinar ficha de apoiamento para criação de um novo partido. Portanto, ninguém do PSL pode subscrever.

O antecedente utilizado é caso do ex-deputado federal Rodovalho, do Distrito Federal. Ele era do Democratas e foi para o Partido Progressista (PP), mas usou como justificativa e trampolim a criação do Partido Socialista da República (PSR). Teve o mandato cassado.

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