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Radar Por Robson Bonin Notas exclusivas sobre política, negócios e entretenimento. Com Evandro Éboli, Mariana Muniz e Manoel Schlindwein. Este conteúdo é exclusivo para assinantes.

‘Rio perderá R$ 9 bi e 2 mil empregos na indústria naval’, diz deputado

Waldeck Carneiro quer saber porque estado foi preterido pela Marinha para a construção de novas fragatas

Por Mariana Muniz Atualizado em 10 mar 2020, 21h14 - Publicado em 10 mar 2020, 14h10

O deputado estadual Waldeck Carneiro (PT), presidente da Frente Parlamentar em Defesa da Indústria Naval da Assembleia do Rio, está revoltado com a preferência da Marinha por Itajaí, em Santa Catarina, para construir quatro fragatas da Classe Tamandaré.

O parlamentar criticou a postura dos governos federal e estadual de não brigarem para que a obra fosse feita no Estaleiro Aliança, em Niterói. Segundo ele, o Rio perderá um investimento de R$ 9 bilhões e cerca de dois mil empregos diretos até 2028, quando terminaria o trabalho.

 

ATUALIZAÇÃO às 21h15: Sobre as declarações do deputado Waldeck Carneiro, o governo do Rio de Janeiro procurou o Radar para dizer que “é sabido que uma das empresas concorrentes apresentou um estaleiro no Estado do Rio de Janeiro, que não foi o estaleiro mencionado pelo parlamentar, mas à luz do resultado da licitação, essa empresa sequer foi “short-listada” para prosseguir no processo de construção dos navios” da classe Tamandaré. Leia a íntegra da nota a seguir:

“O processo para a obtenção de navios da Classe Tamandaré, conduzido pela Marinha do Brasil, iniciou ao final do ano de 2017 e prolongou-se até o final de 2019, sendo o contrato assinado em 5 de março do corrente. Segundo informações disponíveis na mídia, pode-se constatar que esse processo foi pautado pela seleção rigorosa de empresas ou consórcio de empresas de renome na área da construção naval, e teve como uma das cláusulas contratuais que a empresa vencedora do certame indicasse por sua conta um ou mais estaleiros em território nacional para as diversas etapas da construção dos quatro navios da Classe Tamandaré.

Por óbvio que um processo dessa envergadura não poderia ser direcionado, em particular quanto à indicação do local da construção, favorecendo um ou outro Estado. Pelo foi pesquisado, a escolha do local foi direcionada para a capacidade comprovada (e depois inspecionada e confirmada pela Marinha) quanto aos espaços físicos e equipamentos efetivamente em operação, quanto ao compliance com as leis trabalhistas e a própria saúde financeira da empresa proprietária do estaleiro.
É sabido que uma das empresas concorrentes apresentou um estaleiro no Estado do Rio de Janeiro, que não foi o estaleiro mencionado pelo parlamentar, mas à luz do resultado da licitação, essa empresa sequer foi “short-listada” para prosseguir no processo de construção dos navios.

O Governo do Estado do Rio teria a maior satisfação em estar anunciando a abertura de cerca de 2 mil novas contratações no setor da construção naval, afora os empregos indiretos, mas a situação crítica de abandono que foi encontrada no início da atual gestão, pois o Estaleiro Oceana, indicado pela empresa vencedora da licitação internacional, pertence ao mesmo grupo do Estaleiro Aliança, sediado em Niterói”.

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