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Radar Por Robson Bonin Notas exclusivas sobre política, negócios e entretenimento. Com Gustavo Maia, Laísa Dall'Agnol e Lucas Vettorazzo. Este conteúdo é exclusivo para assinantes.

Rio lançará até julho edital para Carnaval de rua do ano que vem

Cidade terá folia em 2022 caso avance a vacinação contra a Covid-19

Por Lucas Vettorazzo Atualizado em 7 jun 2021, 19h28 - Publicado em 7 jun 2021, 18h33

A Prefeitura do Rio lançará até julho o edital de licitação que concede a organização do Carnaval de rua oficial da cidade à iniciativa privada. 

Nos corredores da prefeitura a festa no ano que vem é dada como certa caso seja possível cumprir o calendário de vacinação contra a Covid-19 previsto para este ano. A ordem é tocar os projetos como se não houvesse pandemia. 

O modelo atual de organização do Carnaval de rua foi adotado no Rio em 2010 e copiado por cidades como São Paulo e Belo Horizonte. Ele prevê que a vencedora da licitação forneça a estrutura de segurança, banheiros, agentes de trânsito, equipes de saúde e vendedores ambulantes credenciados em troca do direito exclusivo de fechar contratos de patrocínio para a festa, entre eles o da marca oficial de cerveja.

Para o ano que vem, a RioTur, empresa de turismo da Prefeitura do Rio responsável pela concessão da festa, pretende mudar o edital. A que já está confirmada é a volta das concessões anuais, já que desde 2017 que a licitação passou a dar direito a um contrato de três anos (ou três Carnavais). 

A mudança é parte do esforço da presidente da RioTur, Daniela Maia, em colocar sua marca própria na retomada da festa de rua. Nomeada no início do ano por Eduardo Paes, Daniela é filha de César Maia e irmã de Rodrigo Maia.   

A mudança é também um aceno da gestão atual a setores que criticam a limitação do modelo, como alguns vereadores e blocos que advogam pelo caráter espontâneo da festa popular. Uma das críticas é que desde a adoção do modelo que uma mesma empresa, a Dream Factory, vence todas as concorrências. 

Duas outras mudanças estão em discussão, mas não devem ser adotadas pela RioTur justamente para evitar frustrar potenciais interessadas na licitação. A primeira é um pleito recorrente dos blocos para que o direito de exclusividade no patrocínio seja flexibilizado e os cortejos possam buscar seus próprios patrocinadores individuais fora do escopo do edital. 

O segundo é que os ambulantes credenciados possam vender cervejas para além das marcas da patrocinadora oficial do evento, que desde que o modelo foi adotado no Rio tem sido a Ambev. 

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