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Ricardo Salles é alvo de críticas de servidores do Meio Ambiente

Em carta aberta, Associação Nacional da Carreira de Especialista em Meio Ambiente destacou “momento dramático que passa a gestão ambiental federal no país”

Por Manoel Schlindwein 29 abr 2020, 15h29

A sucessão de “interferências na condução dos trabalhos dos órgãos ambientais federais e seus servidores” é duramente criticada pela Associação Nacional da Carreira de Especialista em Meio Ambiente (ASCEMA) em carta aberta divulgada hoje.

A entidade observa que as medidas do ministro do Meio Ambiente Ricardo Salles resultaram no aumento do desmatamento ilegal da Amazônia, “atingindo patamares superiores aos de 10 anos atrás e redução drástica dos processos de punição por essas infrações”.

O documento exalta “o momento dramático que passa a gestão ambiental federal no país, trazendo preocupações da mais alta relevância à sustentabilidade, à saúde humana e ao futuro da gestão ambiental publica”.

Segundo a entidade, a “mordaça imposta pelo ministro Ricardo Salles ao Ibama e ICMBio para divulgação das suas ações criam dificuldades no combate aos crimes ambientais e corrompe os princípios da publicidade e transparência”.

A recente saída do diretor de proteção ambiental do Ibama, Olivaldi Azevedo, também é objeto de crítica dos servidores. Segundo eles, o gesto evidenciou “uma clara insatisfação dos atuais dirigentes do ministério com a atuação da fiscalização ambiental”. As ameaças de novas demissões teriam o objetivo de “interromper a aplicação da legislação ambiental”.

A ASCEMA pede que as nomeações obedeçam critérios técnicos e que considerem os servidores de carreira.

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