Clique e Assine a partir de R$ 19,90/mês
Radar Por Robson Bonin Notas exclusivas sobre política, negócios e entretenimento. Com Gustavo Maia, Laísa Dall'Agnol e Lucas Vettorazzo. Este conteúdo é exclusivo para assinantes.

Ricardo Barros vai ao STF contra quebra de sigilo de suas empresas na CPI

Na última semana, o líder do governo Bolsonaro na Câmara já havia ido à Corte pedir a revogação da quebra do sigilos contra a sua pessoa

Por Laísa Dall'Agnol Atualizado em 23 ago 2021, 18h38 - Publicado em 23 ago 2021, 18h25

O deputado Ricardo Barros (PP-PR) foi ao STF nesta segunda contra a quebra de sigilo das empresas de sua propriedade no âmbito da CPI da Pandemia.

De acordo com a defesa do parlamentar, o pedido de mandado de segurança protocolado nesta segunda foi motivado por “recorrentes vazamentos de dados sigilosos da comissão”.

“A própria CPI já admitiu em ofício enviado ao STF a incapacidade de garantir o sigilo das informações. Enquanto não houver segurança dos dados, nossos advogados lutarão contra o acesso das informações e contra o criminoso vazamento de dados, seletivamente, à imprensa como tem ocorrido”, dizem os advogados.

A defesa do deputado diz que já notificou o presidente da CPI, o presidente do Senado e a Polícia Federal sobre os vazamentos há cerca de um mês e solicitou a apuração e identificação dos responsáveis.

“Num primeiro momento a defesa do deputado havia decidido permitir o acesso aos senadores, entretanto reviu a decisão após a divulgação pela imprensa de reportagens baseadas em informações sigilosas que estavam sobre a responsabilidade da Comissão”, afirmam os defensores.

Na última quinta, 19, a CPI aprovou a quebra de sigilos de Barros e de uma série de outras pessoas investigadas por estarem associadas a irregularidades nas negociações de compra da Covaxin. Entre elas, Frederick Wassef, advogado de Bolsonaro, e o blogueiro Allan dos Santos.

Na ocasião, a defesa de Barros também entrou no STF com mandado de segurança para cancelar a quebra dos sigilos bancário, fiscal, telefônico e telemático.

Continua após a publicidade
Publicidade