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Relembre os feitos do PMDB, louvados por Temer em convenção

O ano foi longo para os peemedebistas

Por Pedro Carvalho 21 dez 2017, 08h01

Michel Temer apareceu de surpresa na convenção nacional do PMDB e louvou o que o partido tem feito para o Brasil. “Vamos festejar o que o PMDB, agora MDB, está fazendo pelo país”, disse.

Como fins de ano são tempos de retrospectiva, é bom relembrar quais foram os tais feitos alardeados pelo presidente.

Já em janeiro, a Operação ‘Cui Bono?’ mirou expoentes políticos do PMDB. A investigação ligou o ex-ministro Gedel Vieira Lima, durante o período em que ocupou a vice-presidência da Caixa Econômica, com atos de corrupção atribuídos a Eduardo Cunha. Ambos estão presos. 

Em fevereiro, foi a vez da Lava-Jato chegar a operadores ligados ao partido. Jorge Luz e Bruno Luz foram alvos de um pedido de prisão por serem apontados como intermediários de pagamentos de propinas a caciques do PMDB.

No mês seguinte, a PGR, ainda chefiada por Rodrigo Janot, ao pedir a condenação de Eduardo Cunha, acusou o partido de Michel Temer de beneficiar-se ‘direta e indiretamente do esquema de corrupção na Petrobrás”. 

Em abril, a lista do ministro Edson Fachin foi divulgada. Das 98 pessoas alvos de inquéritos autorizados pelo STF, 17, de ministros a senadores, eram membros do PMDB.

Passados 30 dias, as coisas não melhoraram. Na verdade, pioraram muito. Joesley Batista revelou a gravação de uma conversa com Michel Temer que quase o derrubou da presidência.

Em junho, a primeira denúncia contra o presidente chegou à Câmara. Ele foi acusado por Janot de corrupção passiva. No mês seguinte, começou a bandalheira no Congresso para salvá-lo.

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É bom não esquecer. Em setembro, chegou a segunda denúncia contra o presidente e o STF autorizou uma nova investigação contra ele por possíveis crimes de lavagem de dinheiro, corrupção ativa e passiva na edição do Decreto dos Portos. Não é só: o bunker de Geddel foi desmantelado com a descoberta das malas com 51 milhões de reais. O ex-ministro é preso.

Outubro foi o mês que a Lava-Jato confirmou ordens de pagamento à cúpula do PMDB. No sistema de propinas da Odebrecht, foram encontrados os nomes do ministro Eliseu Padilha (Casa Civil), Geddel, Moreira Franco (Secretaria-Geral) e os ex-deputados Eduardo Cunha e Henrique Alves.

 

 

 

 

 

 

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