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Reditário Cassol sai do zero

Consta no sistema do Senado o primeiro projeto de lei de Reditário Cassol (PP-RO). Suplente e pai de Ivo Cassol, que está de licença para tratar de assuntos particulares, Reditário protocolou projeto para “revogar ou restringir diversos benefícios concedidos a condenados a pena privativa de liberdade”.  Reditário é o segundo a sair do zero, desde […]

Por Da Redação Atualizado em 31 jul 2020, 10h45 - Publicado em 16 set 2011, 17h27

Consta no sistema do Senado o primeiro projeto de lei de Reditário Cassol (PP-RO). Suplente e pai de Ivo Cassol, que está de licença para tratar de assuntos particulares, Reditário protocolou projeto para “revogar ou restringir diversos benefícios concedidos a condenados a pena privativa de liberdade”. 

Reditário é o segundo a sair do zero, desde que a vida tranquila dele e de outros dois colegas veio a público (leia mais em A boa vida de suplente no Senado). Embora tenha apresentado sua primeira proposta, Reditário ainda não utilizou a tribuna uma única vez para exercitar uma atividade fim do parlamento: o ato de parlar.

Antes de Reditário, Zezé Perrella (PDT-MG) foi o primeiro integrante do trio a começar a mostrar trabalho (leia mais em Zezé Perrella sai do zero). Além de apresentar o primeiro projeto, Perrella protocolou requerimento de voto de congratulações “à atleta brasileira Fabiana Murer, pela conquista da primeira medalha de ouro brasileira em um Mundial de Atletismo”.

Embora a produção de três matérias seja ainda um número incompatível com as caras estruturas de gabinete dos dois senadores, Reditário e Perrella já não representam a pior situação do Senado. Veja a situação de Antonio Russo (PR-MS), que está perto de completar três meses de mandato. Segundo o sistema do Senado, ele ainda não apresentou propostas. Em quase noventa dias, fez apenas o discurso da própria.

A título de informação: além do salário de ministro do Supremo – 26 723 reais – pago a cada senador, Perrella tem dezenove assessores, Reditário tem quinze e Russo, o senador que não apresentou sequer um mísero requerimento, tem dezenove funcionários. O que esse povo, pago com o nosso dinheiro, faz no Senado?

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