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Radar TVeja: Se demorar mais, Odebrecht pode não ter o que delatar

A delação premiada de Marcelo Odebrecht e demais ex-diretores e funcionários da empresa está tão enroscada que, quando e se sair, pode ser tarde demais. Isso porque funcionários de baixa patente do grupo estão se encarregando de destrinchar para a força-tarefa da Lava-Jato o intrincado esquema de propinas mantido pela empreiteira. Primeiro foi a secretária […]

Por Da Redação Atualizado em 30 jul 2020, 22h26 - Publicado em 23 jun 2016, 10h02

http://videos.abril.com.br/veja/id/066eca52ec032076c75ffde1ee3ae7d1?

A delação premiada de Marcelo Odebrecht e demais ex-diretores e funcionários da empresa está tão enroscada que, quando e se sair, pode ser tarde demais.

Isso porque funcionários de baixa patente do grupo estão se encarregando de destrinchar para a força-tarefa da Lava-Jato o intrincado esquema de propinas mantido pela empreiteira.

Primeiro foi a secretária Maria Lucia Tavares, que, presa na 23ª fase da operação, entregou o caminho do agora famoso departamento de operações estruturadas da empresa, vulgo departamento de propina.

Agora, o responsável pela operação técnica do tal programa entregou seu nome, Drousys, contou que ele estava hospedado na Suíça por ser mais barato e mais seguro e explicou quem e como tinha acesso a operá-lo.

O cerco vai se fechando em torno da empresa que achava que tinha inventado um sistema à prova de rastreamento.

Tanto que o Ministério Público Federal aumentou a pressão sobre Marcelo e os demais executivos ao pedir que o juiz Sergio Moro retome o andamento de uma ação que havia sido suspensa à espera das delações.

O recado é: se fizerem muitas exigências e não entregarem tudo que têm, os investigados da maior construtora do país ficarão sem benefícios. E, com a quantidade e os detalhes de provas que já existem, cumprirão penas altíssimas.

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