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Radar Por Robson Bonin Notas exclusivas sobre política, negócios e entretenimento. Com Gustavo Maia, Laísa Dall'Agnol e Lucas Vettorazzo. Este conteúdo é exclusivo para assinantes.

Radar TVeja: PT tenta se desvencilhar de marqueteiro

Atordoado com a decretação da prisão de João Santana, o PT tratou de, na primeira oportunidade, tentar se desvencilhar do marqueteiro. Não se trata de uma tarefa fácil. Santana foi chamado para substituir Duda Mendonça após o mensalão. Desde então foi o czar de três campanhas presidenciais e outras tantas municipais do PT. Czar mesmo, […]

Por Da Redação Atualizado em 30 jul 2020, 23h28 - Publicado em 23 fev 2016, 10h02

http://videos.abril.com.br/veja/id/eb4f409898e6fe53cb892eab11934f2d?

Atordoado com a decretação da prisão de João Santana, o PT tratou de, na primeira oportunidade, tentar se desvencilhar do marqueteiro. Não se trata de uma tarefa fácil.

Santana foi chamado para substituir Duda Mendonça após o mensalão. Desde então foi o czar de três campanhas presidenciais e outras tantas municipais do PT.

Czar mesmo, com poder absoluto sobre a comunicação. Foi da lavra dele o slogan “deixa o homem trabalhar”, que reelegeu Lula apesar do mensalão.

Dois anos depois, inventou de perguntar se Gilberto Kassab era casado e tinha filhos, uma insinuação que ajudou a derrotar Mart Suplicy na disuta pela prefeitura de SP.

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Foi ele que inventou a mãe do PAC em 2010, um figurino mais humano para Dilma.

Foi ele também que fez de Fernando Haddad o ‘’homem novo para um tempo novo’’, e garantiu a eleição do segundo poste de Lula em 2012.

Não por acaso, as transferências milionárias que a Lava Jato investiga coincidem com todas essas campanhas.

É esse vínculo que o PT tenta desesperadamente apagar, com a declaração que seria pueril, se não fosse cínica, do presidente do PT Rui Falcão de que o PT não tem marqueteiro.

É tentar reduzir demais o papel fundamental de Santana na reeleição de Dilma, à custa de uma campanha pesada de desconstrução dos adversários e de esconder a então já evidente crise econômica.

Na alegria e na tristeza, os destinos do PT e de seu marqueteiro se cruzam, como mostram a história política das campanhas e a intrincada engenharia financeira que começa a vir à tona.

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