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‘Queremos prévias quentes no PSDB para 2022’, defende José Aníbal

Partido aprovou regras que desfavorecem nome de Doria, mas direção nacional ainda pode decidir por novas alterações até semana que vem

Por Laísa Dall'Agnol Atualizado em 8 jun 2021, 20h05 - Publicado em 8 jun 2021, 20h04

O ex-senador e coordenador da Comissão de Prévias do PSDB, José Aníbal, defendeu a realização de prévias “quentes” na escolha do candidato do partido à presidência em 2022 e diz que o modelo que prevê 50% de peso de voto a filiados favorece apenas o estado de São Paulo numa disputa que é nacional.

A Executiva da legenda aprovou nesta terça o texto que define que cada um dos quatro grupos de votantes definidos terá peso de 25%, respeitada a proporcionalidade.

“Fizemos uma proposta que permite aos quatro pré-candidatos uma boa disputa, onde ninguém começa vitorioso”, afirmou Aníbal ao Radar.

“O que podemos almejar é uma prévia quente, que seja mobilizadora, e você só mobiliza quando tem forças com possibilidades iguais de disputa.”

De acordo com o texto aprovado, o primeiro grupo é formado por filiados, fatia mais volumosa do partido, e os outros três grupos são compostos por mandatários como vereadores, prefeitos, governadores, deputados e senadores.

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A decisão, nestes moldes, impôs uma derrota ao governador de São Paulo, que contava com o aumento do peso dos filiados para 50%. O estado tem a maior concentração destes, com cerca de um quinto do total do partido, o que garantiria vantagem a Doria.

Nesta terça, no entanto, o partido definiu que a versão final do texto ainda será submetida à Executiva, que irá ouvir os pré-candidatos e fará eventuais ajustes ao texto.

Entre essas mudanças, poderão ser aceitas a proposta do diretório paulista, que aumenta para 50% o peso dos filiados e é favorável a Doria, e outro modelo, apresentado pelo diretório mineiro, que quer subdividir o grupo de filiados em dois: metade para membros de diretórios e metade para demais filiados.

“A questão dos filiados com 50% de peso acaba favorecendo São Paulo numa disputa que é nacional, e deve haver um equilíbrio, que foi o que fizemos na comissão. Até semana que vem haverá conversas que vão mobilizar muito os integrantes do partido e os próprios candidatos. Há um desejo que eles próprios conversem entre si”, diz Aníbal.

Outros nomes que disputam as prévias do partido para a candidatura à presidência são o governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite, o ex-prefeito de Manaus, Arthur Virgílio, e o senador Tasso Jereissati, do Ceará.

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