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Quem humilha o povo chinês acaba dando tiro no próprio pé, diz embaixador

China segue reagindo a declarações de Eduardo Bolsonaro sobre coronavírus

Por Mariana Muniz Atualizado em 19 mar 2020, 19h51 - Publicado em 19 mar 2020, 19h47

As declarações do deputado federal Eduardo Bolsonaro (PSL-SP) de que jamais ofendeu o povo chinês e de que possui imunidade parlamentar para “estimular o debate” sobre determinados assuntos não foram suficientes para acalmarem os ânimos da Embaixada da China no Brasil – que nesta quinta-feira voltou a responder às afirmações feitas pelo filho do presidente.

A embaixada, por meio de sua conta no Twitter, diz que as afirmações de Eduardo são “absurdas e preconceituosas, além de serem irresponsáveis”. “Aconselhamos que busque informações científicas e confiáveis nas fontes sérias como a OMS, úteis para ampliar a sua visão”, diz a primeira de uma série de postagens no Twitter feita pela representação diplomática.

Na avaliação da embaixada chinesa, os argumentos apresentados pelo deputado federal não denotam arrependimento, e sim um afastamento do país asiático.

“Que dê uma guinada o mais rapidamente possível, já que a história nos ensina que quem insiste em atacar e humilhar o povo chinês, acaba sempre dando um tiro no seu próprio pé”, escreveu a representação, em tom de ameaça.

Na quarta-feira 18, Eduardo Bolsonaro acusou o governo chinês de preferir esconder a doença a se expor ao desgaste, e sugeriu que uma ação contrária poderia ter salvo muitas vidas. “Mais uma vez uma ditadura preferiu esconder algo grave a expor tendo desgaste, mas que salvaria inúmeras vidas. A culpa é da China e liberdade seria a solução”, diz a publicação.

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Nas postagens, a embaixada ressalta que “sob a liderança do presidente Jair Bolsonaro, o Brasil está combatendo a epidemia do coronavírus”, mas critica a postura do filho do presidente: “Como deputado federal, ao invés de contribuir devidamente para esse combate, você tem  gastado tempo e energia para atacar deliberadamente a China e espalhar boatos”. 

O tuíte de Eduardo ganhou repercussão após o embaixador da China no Brasil, Yang Wanming, repudiar a declaração do deputado federal e cobrar um pedido de desculpas ao povo chinês, o que não foi feito. 

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