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Radar Por Robson Bonin Notas exclusivas sobre política, negócios e entretenimento. Com Evandro Éboli, Mariana Muniz e Manoel Schlindwein. Este conteúdo é exclusivo para assinantes.

Queda do preço do petróleo deve atingir em cheio contas do Rio

Maior baque deve ser no Rio Previdência, sustentada com 80% de royalties

Por Mariana Muniz - 11 mar 2020, 11h47

Quem entende de finanças governamentais diz que há motivo para o Rio de Janeiro se preocupar. É que a vertiginosa queda do preço do barril do petróleo deve atingir em cheio as contas do estado.

O Projeto de Lei Orçamentária Anual (LOA 2020) do Rio de Janeiro coloca precisão de receita de royalties e participações especiais de 15 bilhões de reais para 2020, com barril a 60 dólares. Não custa lembrar que a receita patrimonial do estado é constituída, principalmente, pelos recursos dos royalties do petróleo.

Caindo para metade, não chega a 10 bilhões de reais. O déficit deve pular de 11 para 15 bilhões de reais. Com despesa subindo, mesmo prorrogado o Regime de Recuperação Fiscal, o cenário sombrio de médio passou para curto prazo.

O maior baque deve ser no Rio Previdência – que é sustentada com 80% de royalties. Interlocutores dizem que o Tesouro terá que socorrer tirando dinheiro das Secretarias. Já tem gente falando num provável contingenciamento aplicado pelo estado muito em breve.

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