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Radar Por Robson Bonin Notas exclusivas sobre política, negócios e entretenimento. Com Gustavo Maia, Laísa Dall'Agnol e Lucas Vettorazzo. Este conteúdo é exclusivo para assinantes.

PT descarta participar da ‘chapa dos sonhos’ de Cláudio Castro em 2022

Governador disse que gostaria de ter homem forte de Paes como vice e deputado petista como candidato a senador

Por Lucas Vettorazzo Atualizado em 14 out 2021, 11h42 - Publicado em 14 out 2021, 11h33

Não é segredo no Rio que o governador Cláudio Castro (PL) busca construir uma aliança de partidos ampla o suficiente para a sua tentativa de reeleição. Ele já tem o compromisso de apoio no ano que vem de 15 siglas que participam atualmente de seu governo. A gestão do governador acredita que o caminho rumo a recondução ao cargo inclui o endosso de lideranças políticas importantes do estado. Nesse plano, o apoio do grupo do prefeito Eduardo Paes (PSD) é tido como fundamental. Desde o início deste mês que Castro flerta com Pedro Paulo, secretário da Fazenda da capital fluminense e homem forte do grupo de Paes. Deputado eleito em 2018 pelo DEM, Pedro Paulo recebeu o convite para ser vice na chapa do governador. 

Na quarta-feira, o chefe do governo do estado disse publicamente algo que já vinha circulando nos bastidores: além do grupo de Paes, existe o sonho de ter o PT nesse arco de aliança, com o atual presidente da Alerj, André Ceciliano, disputando como candidato ao Senado na mesma chapa. O governador disse que essa seria a sua “chapa dos sonhos”. Para esse sonho se concretizar, contudo, Castro terá que fazer mais força. Apesar de não dizer publicamente, Paes gosta da ideia de apoiar Castro em sua tentativa de reeleição caso haja o compromisso de que receberá o apoio de volta daqui quatro anos, quando o prefeito irá disputar à vaga no Governo do Estado. O apoio do prefeito no ano que vem estaria condicionado a um rompimento de Castro com o bolsonarismo, o que não parece estar ainda no radar. Paes não pode se comprometer com sua base eleitoral anti bolsonarista e Castro não pode virar as costas aos bolsonaristas que viabilizaram a sua eleição.

Independentemente dos movimentos, o PT rechaçou nesta quinta uma possível aliança com Castro. Em nota divulgada no fim da manhã, o presidente do PT no Rio, João Maurício, lembrou que o partido é oposição ao governo do Rio. A missão do PT no estado é criar uma plataforma eleitoral para a eleição de Lula. Isso passaria pelo fortalecimento das alianças no campo progressista. Se as portas estão fechadas por enquanto a Castro, o mesmo não pode ser dito para Paes, com quem o PT tem uma boa relação.

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