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Prefeitos cobram posição clara do Ministério da Saúde sobre coronavírus

Em carta, Frente Nacional de Prefeitos chama posicionamento de Bolsonaro de 'isolado' e cobra liderança

Por Mariana Muniz - Atualizado em 25 mar 2020, 14h28 - Publicado em 25 mar 2020, 13h56

A Frente Nacional de Prefeitos, entidade que reúne os 406 municípios brasileiros que tem mais de 80 mil habitantes, acaba de divulgar uma carta de repúdio às declarações de Jair Bolsonaro sobre o enfrentamento ao coronavírus. Nela, os prefeitos perguntam se o Ministério da Saúde vai seguir as recomendações do presidente da República.

No documento, os gestores dos municípios querem saber se o Ministério da Saúde, órgão responsável por emitir as orientações técnico-científicas no enfrentamento à crise sanitária, corrobora a fala do presidente sobre isolamento apenas de idosos e pessoas do grupo de risco.

Segundo os prefeitos, as declarações presidenciais colocam prefeitos e governadores como tomadores de “decisões exageradas” e que, diante disso, é preciso saber como devem ser os próximos encaminhamentos diante dessa crise.

“Resguardar a vida das pessoas, dos cidadãos brasileiros de todas as idades, deve ser o princípio humanitário de quem tem responsabilidade de liderar, seja nos municípios, nos estados e ainda mais no país. Não contar com essa liderança, e, pior, contar com uma postura irresponsável, alicerçada em convicções sem embasamento científico, que semeiam a discórdia e até mesmo a convulsão social, compromete as relações federativas”, afirmam.

Na carta, os gestores dizem entender que a postura de Bolsonaro é isolada e pedem “pela necessária e constitucional liderança do Governo Federal no enfrentamento dessa pandemia”.

Ainda de acordo com os prefeitos, os custos da emergência sanitária não devem sofrer qualquer restrição e podem ser financiados por endividamento público, “como recomendam até organismos internacionais, como o Fundo Monetário Internacional (FMI), e os economistas mais liberais do mundo”.

 

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