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Sem recurso, recuperação da região portuária do Rio corre riscos

Local é o novo cartão postal do Rio

Por Evandro Éboli 19 mar 2020, 14h23

Faltam apenas 60 dias para que a Caixa defina o futuro do Porto Maravilha, projeto de recuperação da região portuária do Rio que inclui, além das obras de revitalização, a prestação de serviços públicos. A área, de 5 milhões de metros quadrados, virou novo cartão postal da cidade, incluindo o Museu do Amanhã, o AquaRio e o Boulevard Olímpico.

A Caixa até agora, no entanto, não sinalizou se vai ou não aportar os recursos para a continuidade do projeto. Lá trás, no início do Porto Maravilha, ainda na gestão do então prefeito Eduardo Paes, a Caixa comprou todos os Cpacs (certificados de potencial de construção) emitidos pela Prefeitura do Rio para financiar as obras e a prestação de serviços públicos.

Cabe à Caixa vender os Cpacs para injetar o dinheiro necessário para a continuidade do projeto. Até aqui a Caixa não informou a prefeitura se dispões dos recursos.

No final do ano passado, a Concessionária Porto Novo, que faz a administração da área por meio de uma PPP, chegou a comunicar que devolveria os túneis Rio 450 e Marcelo Alencar (maior túnel subterrâneo do país) à prefeitura devido à falta de pagamento.

Aos 45 do segundo tempo, foi feito um acordo entre a Caixa e a prefeitura para manter os pagamentos à concessionária até maio. Se nada for feito pela Caixa, a novela do Porto Maravilha se repetirá nas próximas semanas.

Procurada, a Caixa respondeu que não há novidade sobre o assunto e que, por enquanto, nada iria comentar.

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