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Porto de Itaguaí, numa área de milícia, foi alvo de ingerência do governo

Tentativa de aliados de Bolsonaro em trocar José Alex Nóbrega gerou uma crise com setores da Receita

Por Evandro Éboli Atualizado em 30 jan 2020, 09h05 - Publicado em 30 jan 2020, 08h05

Em medos de 2019 o governo Bolsonaro comprou uma briga com o comando da Receita Federal no Rio. Circulou nas manchetes a informação de que o presidente da República queria trocar justo o delegado da Alfândega no Porto de Itaguaí, José Alex Nóbrega de Oliveira, bem conceituado entre os colegas da carreira.

Alertado de que poderia ser afastado do cargo, que comanda  há dois anos e atua no combate a ilegalidades, Oliveira fez uma publicação num grupo fechado, mas que vazou. Ele havia sido comunicado pelo superintende da Receita no estado, Mário Dehon, que seu cargo corria riscos e poderia ser substituído por uma indicação política.

“Forças externas que não coadunam com os objetivos de fiscalização da Receita Federal, pautados pelo interesse público e defesa dos interesses nacionais” queriam derrubá-lo.

Na mensagem, Oliveira comentou também que a região de Itaguaí é dominado por milícias, segundo reportagem do “O Globo” à época.

Dehon, defendeu a manutenção de Oliveira, e teve seu cargo também ameaçado.

Abordado por jornalistas sobre sua possível saída, Oliveira disse:

“Não saiu nada no Diário Oficial”.

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