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Plano de nomear Marun vazou antes de Imbassahy ser demitido

Palácio do Planalto negou a substituição para não descumprir acordo feito com Aécio

Por Gabriel Mascarenhas Atualizado em 22 nov 2017, 18h53 - Publicado em 22 nov 2017, 18h35

Michel Temer já havia decidido, de fato, que iria demitir Antonio Imbassahy e nomear Carlos Marun para a Secretaria de Governo. A operação, porém, iria ser feita com cautela.

Pela manhã, Temer combinou com Aécio Neves uma forma de costurar a saída de Imbassahy e, possivelmente, do chanceler  Aloysio Nunes Ferreira, ambos do PSDB.

Em seguida, ele ligou para Marun e pediu para que ele fosse ao Palácio do Planalto. Parecia tudo certo.

Paralelamente, a bancada do PMDB pressionava o presidente a anunciar a mudança o quanto antes e empossar Marun ainda hoje, junto com Alexandre Baldy, que assumiu o Ministério das Cidades.

Faltou a Temer acertar o plano com alguns de seus homens de confiança. Sob anonimato, ministros palacianos confirmaram para a imprensa que Imbassahy daria lugar a Marun. Pronto, o caldo entornou.

Entre abrir o jogo e não desagradar Aécio, o presidente optou pela segunda estratégia e determinou que a Secretaria de Comunicação desmentisse a dança das cadeiras na Secretaria de governo.

Ao fim e ao cabo, Temer dará seguimento à ideia inicial, apalavrada com Aécio.

O que nem o presidente sabe é se conseguirá diluir a – agora ainda maior – resistência de alguns partidos ao nome de Marun, que, antes mesmo da confusão, já não era pequena.

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