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Radar Por Robson Bonin Notas exclusivas sobre política, negócios e entretenimento. Com Gustavo Maia, Laísa Dall'Agnol e Lucas Vettorazzo. Este conteúdo é exclusivo para assinantes.

Planalto vaza vídeo a ‘cobaias’ e agora tenta negar campanha ‘vem pra rua’

Carlos Bolsonaro, que assumiu informalmente a comunicação da gestão do pai, não começou bem.

Por Robson Bonin, Evandro Éboli Atualizado em 27 mar 2020, 18h30 - Publicado em 27 mar 2020, 18h15

A comunicação do Planalto, nas mãos de Carlos Bolsonaro, virou a casa da mãe Joana. Agora, deu para usar cobaias na aprovação de campanhas do governo. Veja a nota que acabou de ser emitida pelo órgão da Presidência.

“A Secretaria Especial de Comunicação Social da Presidência da República (Secom) informa que, com base em vídeo que circula desde ontem nas redes sociais, alguns veículos de imprensa publicaram, de forma equivocada e sem antes consultar a Secom sobre a veracidade da informação, que se tratava de nova campanha institucional do Governo Federal”, diz a nota da Secom.

Sim, se trata de nova campanha da Secom, só que os estrategistas do Planalto deixaram vazar a peça para bolsonaristas amigos, aí a coisa saiu do controle.

“Trata-se de vídeo produzido em caráter experimental, portanto, a custo zero e sem avaliação e aprovação da Secom”, diz o órgão em nota.

A peça seria proposta inicial para possível uso nas redes sociais, que teria que passar pelo crivo do Governo, segue a nota.

Não é preciso dizer o impacto negativo que o vídeo provocou nesta sexta, ao começar a circular. Como deu errado, o pai da criança sumiu e agora o vídeo, segundo o Planalto, “não chegou a ser aprovado e tampouco veiculado em qualquer canal oficial do Governo Federal”.

A comédia da turma de Carluxo termina assim: “Cabe destacar, para não restar dúvidas, que não há qualquer campanha do Governo Federal com a mensagem do vídeo sendo veiculada por enquanto, e, portanto, não houve qualquer gasto ou custo neste sentido”.

Uma negativa que chega quase 24 horas depois da circulação do vídeo, depois que todos veículos noticiaram. Foi o tempo suficiente para impactar, sim, como uma campanha de governo. E de levar bolsonaristas, de carrões, para as ruas.

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