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PGR dá cinco dias para Witzel explicar supostas ameaças a secretário

Em live, governador afastado do Rio chamou atual titular da Saúde de 'mentiroso'

Por Mariana Muniz Atualizado em 6 jan 2021, 17h28 - Publicado em 6 jan 2021, 17h29

A Procuradoria-Geral da República autuou o governador afastado do Rio Wilson Witzel e cobrou explicações por declarações feitas por ele em uma transmissão ao vivo realizada nesta terça-feira.

Na live, de acordo com o despacho da PGR, Witzel teria chamado o atual Secretário de Saúde do Estado do Rio de Janeiro, Carlos Alberto Chaves, de mentiroso “em decorrência de supostamente ter feito afirmações inverídicas durante o depoimento que prestou, como testemunha, perante o Tribunal Misto formado para analisar o Processo de Impeachment”.

O documento é assinado pela subprocuradora-geral da República Lindôra Maria Araújo, responsável pela denúncia contra Witzel junto ao STJ.

De acordo com a autuação, Witzel afirmou, ao longo do vídeo, que se estivesse presente durante o depoimento de Chaves iria pedir a prisão e a condução coercitiva do secretário de Saúde para que ele pedisse desculpas. “Ato contínuo, Wilson Witzel continua chamando o Secretário de Saúde de mentiroso e afirma que ele irá responder por crime de falso testemunho”, informa a subprocuradora.

“Na referida declaração, aparentemente o Governador afastado Wilson Witzel objetiva, por meio de grave ameaça,
coagir uma testemunha do Processo de Impeachment que está respondendo, no intuito de defender interesse próprio, a caracterizar o delito previsto no art. 344 do Código Penal”, apontou.

Witzel está afastado do governo do Rio desde agosto por determinação do STJ e responde a um processo de impeachment sob a acusação de crime de responsabilidade.

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