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Pedido da Lava-Jato de São Paulo sobre Alckmin irrita vice-PGR

Nas internas, ele criticou os colegas por saberem que a decisão caberia ao STJ, onde o inquérito tramitava em sigilo

Por Gabriel Mascarenhas Atualizado em 12 abr 2018, 13h02 - Publicado em 12 abr 2018, 12h28

Pegou mal na PGR o pedido da força-tarefa da Lava-Jato em São Paulo para ter acesso ao inquérito em que Geraldo Alckmin é suspeito de ter recebido uma grana da Odebrecht em caixa 2 nas eleições de 2010 e 2014.

O ofício foi enviado à PGR cinco dias após o tucano deixar o governo de São Paulo e perder o foro no STJ.

O vice-procurador-geral da República Luciano Mariz Maia, responsável pelo caso em Brasília, não escondeu a irritação com a força-tarefa.

Entre paredes da procuradoria, ele desabafou que os colegas paulistas sabem perfeitamente que o inquérito corria sob sigilo no STJ e, por isso, apenas o tribunal poderia remetê-lo a outra instância.

No final da tarde, a pedido do vice-procurador, a ministra Nancy Andrighi determinou o envio da investigação à Justiça eleitoral em São Paulo.

Em termos objetivos, para a alegria dos tucanos, a decisão empurrou o caso de Alckmin para fora do guarda-chuva da Lava-Jato.

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