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Pazuello assume atos na Saúde: Bolsonaro ‘nunca me deu ordens diretas’

Famoso pela fala "um manda e o outro obedece", o ex-ministro negou ter recebido ordens do presidente

Por Gustavo Maia 19 Maio 2021, 10h41

Em uma das primeiras respostas ao relator Renan Calheiros na CPI da da Pandemia no Senado, nesta quarta-feira, o general Eduardo Pazuello afirmou que nunca “recebeu ordens diretas pra nada” do presidente Jair Bolsonaro. Assumiu, portanto, a autoria de todos os atos no seu período à frente do Ministério da Saúde.

A declaração ocorreu depois que Calheiros o questionou se sua nomeação deu-se sob a condição de cumprimento de alguma ordem específica, como a recomendação de tratamento precoce para Covid, como cloroquina ou outro medicamento.

“Em hipótese alguma. O presidente nunca me deu ordens diretas pra nada”, declarou Pazuello.

O mesmo Pazuello, no entanto, disse o contrário há quase sete meses, em 22 de outubro do ano passado. Em uma transmissão ao vivo ao lado de Bolsonaro, o então ministro da Saúde proferiu a célebre afirmativa:

“É simples assim: um manda e o outro obedece”.

No dia anterior, o presidente desautorizou o subordinado e determinou o cancelamento do protocolo de intenções de compra de 46 milhões de doses da vacina CoronaVac. Pazuello havia anunciado a medida em uma reunião com governadores.

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