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Radar Por Robson Bonin Notas exclusivas sobre política, negócios e entretenimento. Com Evandro Éboli, Mariana Muniz e Manoel Schlindwein. Este conteúdo é exclusivo para assinantes.

Pandemia retarda suspensão do mandato de Boca Aberta

Conselho de Ética puniu Boca Aberta com 6 meses, em dezembro; ele recorreu e caso está parado na CCJ, que nem instalada foi ainda

Por Evandro Éboli - Atualizado em 15 jul 2020, 08h37 - Publicado em 15 jul 2020, 17h29

Alvo da punição mais severa aplicada pelo Conselho de Ética nessa legislatura, o deputado Boca Aberta (Pros-PR) teve seu mandato suspenso por 6 meses, numa decisão do colegiado de dezembro de 2019. Por 10 votos a 1.

Ele escapou da decisão original do relator, que era perda do mandato, versão rejeitada pelos conselheiros.

O parlamentar foi punido por ter invadido uma unidade hospitalar em Londrina, de madrugada, e feito vídeos. Foi acusado de agressões verbais ao deputado Hiran Gonçalves e também de “abuso de autoridade” durante o decorrer do processo no conselho.

O deputado recorreu da suspensão de seu mandato à CCJ, direito que lhe assiste. Desde março seu recurso está parado na comissão, que, neste ano sequer foi instalada, como outras. Mas a CCJ é a mais importante delas.

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A decisão do conselho, depois da CCJ, precisa ser submetida ao plenário da Casa, para que a suspensão seja confirmada. Difícil que esse caso seja encerrado ainda este ano.

No seu recurso, Boca Aberta argumenta que a sanção aplicada a ele é desproporcional e que o processo foi “eivado de vícios insanáveis” e que teve sua defesa cerceada no órgão. Afirma também que foi alvo de arbitrariedades.

Mesmo com o trabalho da Câmara comprometido e restrito por conta do coronavírus, Boca Aberta segue gastando regularmente seus recursos da cota parlamentar. Em junho, gastou R$ 28 mil com divulgação do mandato, em despesas com produção e edição de vídeo em redes sociais e confecção de outdoors.

 

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