Clique e Assine a partir de R$ 19,90/mês
Radar Por Robson Bonin Notas exclusivas sobre política, negócios e entretenimento. Com Gustavo Maia, Laísa Dall'Agnol e Lucas Vettorazzo. Este conteúdo é exclusivo para assinantes.

Pacheco diz que Poderes têm que confiar na ‘moderação’ de Bolsonaro

Para o presidente do Senado, não se deve nem 'afrontar' nem deixar de tomar providências necessárias

Por Gustavo Maia 17 set 2021, 14h27

O presidente do Senado, Rodrigo Pacheco, participou nesta sexta-feira de um evento na Faculdade de Direito da UFMG sobre “O Brasil da Segurança Jurídica” e, na foi questionado por jornalistas se confia na “moderação” do presidente Jair Bolsonaro após os discursos golpistas nos atos do 7 de setembro. A resposta foi um sim à mineira:

“Os Poderes precisam confiar entre si, um precisa confiar no outro. Nós temos que ter confiança no Poder Executivo, no governo, no presidente da República, no papel que ele desempenha dessa estabilidade. Então, nesse momento, nós temos que confiar, sim. E, obviamente, permanecemos dentro dessa linha de busca de pacificação sem afrontar, mas ao mesmo tempo sem deixar de tomar as providências que nós precisamos tomar”, declarou Pacheco, que durante sua fala no seminário lembrou Tancredo Neves e disse que a política mineira vai resistir a qualquer tentativa contra a democracia.

O senador afirmou ainda que o Congresso é a “expressão da vitalidade política do Brasil” e vai continuar aprovando leis, “goste o governo ou não”.

“Nós vamos continuar na mesma linha de independência porque esse é o nosso papel. Agora, independência não significa hostilidade, nem significa interrupção do diálogo. Nós continuamos com diálogo, mas com a independência que é peculiar ao Congresso”, disse.

Pacheco comentou ainda que a devolução da medida provisória que limitava a remoção de conteúdo das redes sociais é um exemplo de reação do Legislativo e a demonstração dessa independência, “com obediência constitucional”.

“Não é hostilidade ao presidente da República, ao governo, é fazer o que é certo. É tomada de decisões que o presidente do Congresso tem que tomar, assim como o plenário do Congresso também tem que fazer”, afirmou o presidente do Senado.

Continua após a publicidade
Publicidade