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Radar Por Gabriel Mascarenhas (interino) Notas exclusivas sobre política, negócios e entretenimento. Com Evandro Éboli, Mariana Muniz e Manoel Schlindwein. Este conteúdo é exclusivo para assinantes.

Os rumos de Kássio Nunes Marques nos primeiros dias de STF

Ministro toma posse nesta quinta-feira com desafios como a variedade de temas para julgar e a timidez diante das câmeras

Por Mariana Muniz Atualizado em 4 nov 2020, 18h43 - Publicado em 5 nov 2020, 07h04

Ao tomar posse como ministro do Supremo Tribunal Federal nesta quinta-feira, Kássio Nunes Marques terá uma série de novos desafios pela frente no seu début — a começar pela vastidão de temas com os quais terá de lidar.

Apontado por interlocutores como uma figura tímida diante das câmeras, Nunes Marques terá de se expor semanalmente, em debates de relevo com ministros experimentados. Ninguém sabe ao certo como reagirá a essa novidade.

Ao desafio da exposição, soma-se o fato de que, como desembargador do Tribunal Regional Federal da 1ª Região, o novo ministro atuou na maior parte do tempo em órgãos que atuam com matéria previdenciária. No STF, a gama de assuntos submetidos a ele será vasta. Como a indicação parece ter sido uma surpresa até para ele, o início pode ser “verde”.

Mas quem conhece o trabalho de Kássio avalia que o estilo pragmático — de decisões sucintas e boa gestão de acervo — do novo ministro deve ser um trunfo para este começo.  Esses elementos podem ajudá-lo nessa chegada, permitindo que dê vazão às ações de rotina enquanto se prepara para a estreia em grandes casos.

Iniciar em novembro, a um mês e meio do recesso, pode ser providencial. Terá tempo, no recesso, para se ambientalizar minimamente. Se na breve chegada em 2020 os colegas podem ser generosos, em 2021 não haverá mais “treino”. O novo ministro será testado nas turmas e no plenário.

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