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Radar Por Robson Bonin Notas exclusivas sobre política, negócios e entretenimento. Com Evandro Éboli, Mariana Muniz e Pedro Carvalho. Este conteúdo é exclusivo para assinantes.

Os ‘casais nucleares’ de uma estatal do governo Bolsonaro

Repartição vinculada ao Ministério das Minas e Energia pratica a contratação de parentes

Por Evandro Éboli - 13 set 2019, 08h03

A Indústrias Nucleares do Brasil (INB), estatal vinculada ao Ministério das Minas e Energia, pratica a contratação de parentes. Dois casais de funcionários ocupam cargos de confiança na empresa.

O presidente da INB, o capitão de Mar e Guerra Carlos Freire Moreira, nomeou como seus assessores especiais o casal Ana Cláudia Guimarães Alves e Diógenes Salgado Alves.

Também foi nomeado seu assessor Washington Rondon Caiado, casado com Cláudia Guimarães, funcionária da casa, mas que assumiu a Gerência de Comunicação Institucional em ato de Freire.

O salário bruto em média de cada um dos quatro é de R$ 25 mil.

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Especialistas ouvidos pelo Radar apontam pelo menos três normas que vedam contratação de cônjuges de ocupantes de cargos de confiança: o princípio da moralidade, da Constituição; a súmula vinculante número 13, do STF; e o decreto 7.203 de 2010.

A INB nega prática do nepotismo e informa que as nomeações dos casais estão respaldados por lei, por um dos artigos do decreto de 2010. A empresa diz que todos os contratados são “altamente qualificados, com experiências em diversas áreas, em especial nuclear”. E que todos tem pelo menos 25 anos de experiência profissional e com “conduta ética inquestionáveis”.

Tais cargos exigem profissionais da inteira confiança da direção e total comprometimento com os objetivos da empresa” – informou a INB. 

Abaixo, o capitão Carlos Freire, presidente da INB desde fevereiro deste ano.

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///Reprodução

 

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