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Radar Por Robson Bonin Notas exclusivas sobre política, negócios e entretenimento. Com Evandro Éboli, Mariana Muniz e Manoel Schlindwein. Este conteúdo é exclusivo para assinantes.

Operador teria pago mais de R$ 60 milhões em propinas, diz MP

Agentes públicos e políticos da Paraíba teriam participado de grande esquema de corrupção

Por Mariana Muniz - 13 jan 2020, 20h42

Na denúncia oferecida à Justiça na Operação Calvário, o Ministério Público da Paraíba estima que somente o empresário Daniel Gomes da Silva – que fez uma bombástica colaboração premiada – tenha pago mais de 60 milhões de reais em propinas a agentes políticos e públicos do estado.

Daniel era o principal operador da Cruz Vermelha Brasileira do Rio Grande do Sul e do no IPCEP entre 2010 e 2019.

“Estima-se que só DANIEL GOMES, ao longo de suas operações com a CVB/RS e com o IPCEP (2010 a 2019), neste Estado, tenha pago mais de R$ 60 milhões de reais, em propina, aos agentes políticos e públicos envolvidos nesta trama, os quais, como se viu, para turvar as ações dos órgãos de fiscalização e persecução, sob o viés de investigações patrimoniais, utilizavam-se (e ainda se utilizam) de técnicas de lavagem de dinheiro (emissão de notas fiscais frias, ocultação de bens em nome de terceiros, criação de empresas instrumentárias, etc.), manietando uma rede de laranjas, membros de uma mesma família”, diz a denúncia.

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