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Radar Por Robson Bonin Notas exclusivas sobre política, negócios e entretenimento. Com Evandro Éboli, Mariana Muniz e Manoel Schlindwein. Este conteúdo é exclusivo para assinantes.

O refinamento da corrupção na denúncia da Lava-Jato contra Baldy

Dinheiro em caixa de gravata e jantares em restaurante de luxo marcam investigações

Por Robson Bonin Atualizado em 19 ago 2020, 08h42 - Publicado em 19 ago 2020, 08h22

A denúncia apresentada pela Lava-Jato do Rio contra o secretário de Transportes Metropolitanos de São Paulo, Alexandre Baldy, é um desses documentos que ajudam a ampliar o inventário da corrupção no país.

Foi-se o tempo da propina em mala ou mochila. Dinheiro vivo em caixas de charuto, em caixas de uísque ou de vinho também são coisas do tempo do money delivery do doleiro Alberto Youssef.

No refinado esquema desmontado pelo MPF envolvendo Baldy e seu primo Rodrigo Dias, os pacotes de dinheiro vinham acomodados na inconfundível caixa de gravata laranja da luxuosa grife francesa “Hermès”.

Nada de pixuleco amarrotado ou suado, como os que João Vaccari tirava na sede das empreiteiras ou recebia dos entregadores de Youssef no escritório do PT em São Paulo.

As entregas ao operador de Baldy não era padrão sindical. As conversas e os acertos se davam em boa mesa. No elegante Bistrot Parigi Fasano, onde o tournedos rossini sai por 169 reais e o filetto di robalo com lenticchie e magg, 149 reais. Um dos encontros, como mostra a nota fiscal obtida pela Lava-Jato, terminou com a fatura de 1.255 reais, sem vinhos!

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