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O radialista e as anotações

Pressionado a provar os pagamentos em dinheiro vivo recebidos de Marconi Perillo na pré-campanha de 2010, o radialista goiano Luiz Carlos Bordoni relembra um detalhe do encontro que teve com Perillo (quando diz ter recebido 40 000 reais em dinheiro das mãos do tucano) que pode complicar o governador na CPI mista do Cachoeira. Segundo […]

Por Da Redação Atualizado em 31 jul 2020, 08h39 - Publicado em 12 jun 2012, 10h03

Em busca do bilhete

Pressionado a provar os pagamentos em dinheiro vivo recebidos de Marconi Perillo na pré-campanha de 2010, o radialista goiano Luiz Carlos Bordoni relembra um detalhe do encontro que teve com Perillo (quando diz ter recebido 40 000 reais em dinheiro das mãos do tucano) que pode complicar o governador na CPI mista do Cachoeira.

Segundo Bordoni, no dia da conversa, ele levou uma proposta de trabalho ao então candidato ao governo. Ao examinar a proposta, Perillo quis pechinchar e escreveu de próprio punho no documento:

— Redigi a proposta de 200 000 reais e ele não concordou. Aí escreveu à mão “120 000 reais mais 50 000 reais”.

A letra de Perillo na proposta seria a confirmação da versão do radialista. O problema de Bordoni, no caso, é que ele mesmo diz não ter encontrado a tal proposta com as anotações de Perillo:

— Já procurei, mas ainda não achei. Eu era amigo do cara, iria guardar para quê? Vai ficar a palavra dele contra a minha. Vamos ver o que vai dar.

O radialista diz, no entanto, que a ex-vereadora Jacyra Alves pode confirmar a conversa dele com Perillo:

— Quando saí da sala, a vereadora Jacyra Alves e um grupo de mulheres estavam lá para falar com o governador. Elas podem confirmar que eu estava lá.

Sobre o pagamento (45 000 reais) de campanha de Perillo feitos pela empresa fantasma do bicheiro Carlinhos Cachoeira Alberto & Pantoja Construções, o radialista diz que é só quebrar o sigilo telefônico dele e de Lúcio Gouthier, assessor de Perillo, que ficará comprovado que Gouthier telefonou para ele no dia dos depósitos.

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