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Radar Por Robson Bonin Notas exclusivas sobre política, negócios e entretenimento. Com Evandro Éboli, Mariana Muniz e Manoel Schlindwein. Este conteúdo é exclusivo para assinantes.

O que fazia Weintraub enquanto a carteirinha estudantil caducava?

Ministro conseguiu o milagre de criar uma gratuidade para todos os estudantes do país e ainda assim ser ignorado pelo Congresso

Por Robson Bonin - Atualizado em 17 fev 2020, 18h36 - Publicado em 17 fev 2020, 18h35

É oficial. A carteirinha estudantil do Ministério da Educação perdeu a validade no domingo. O documento foi criado pela gestão de Abraham Weintraub para substituir o modelo expedido por entidades estudantis ao custo de 35 reais.

Weintraub criou, gastou milhões para divulgar, mobilizou quase 300.000 estudantes que aderiram ao novo documento, mas não teve competência para convencer o Congresso a apoiar uma bandeira tão popular. É caso de estudo.

Colecionando falhas na gestão do MEC, Weintraub tornou-se um personagem tão tóxico no governo que não conseguiu convencer o mundo político a fazer caridade estudantil — isso em pleno ano eleitoral. É papel do ministro de Estado buscar apoio do Parlamento para as políticas públicas que cria em sua pasta. Weintraub, por tanto, falhou no básico enquanto brincava nas redes sociais de ser ministro.

O documento dá acesso à meia-entrada em eventos culturais e esportivos. Quem tirou a carteirinha Weintraub de estudante poderá continuar usando o documento até dezembro. Depois, ninguém sabe o que acontecerá. Até quando, Bolsonaro.

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