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Radar Por Robson Bonin Notas exclusivas sobre política, negócios e entretenimento. Com Gustavo Maia, Laísa Dall'Agnol e Lucas Vettorazzo. Este conteúdo é exclusivo para assinantes.

O que diz Renan sobre o suposto vazamento do relatório da CPI

Divulgação de trechos do parecer do relator irritou aliados de Calheiros na comissão

Por Gustavo Maia Atualizado em 18 out 2021, 12h24 - Publicado em 18 out 2021, 12h14

Quem conversou com Renan Calheiros sobre essa crise em torno do relatório da CPI da Pandemia, que tem irritado seus aliados no G7, ouviu dele que as informações publicadas pela imprensa nos últimos dias eram apenas “minutas”, parciais. E que muitas pessoas e técnicos tiveram acesso ao material, mas que a versão final do documento ainda está sendo finalizada.

O relator diz ainda que continua a querer ouvir os senadores e discutir os pontos divergentes, como prometido por ele e cobrado pelos colegas — como o presidente da comissão, Omar Aziz, e um dos titulares do colegiado, Humberto Costa.

A equipe de Calheiros trabalhava nos últimos detalhes do relatório até este domingo, apesar de veículos de comunicação já terem publicado trechos e até número de páginas do suposto relatório final. O senador garante que não vazou o material para ninguém, apenas comentou algumas conclusões do seu parecer em entrevistas que concedeu nos últimos dias.

Há pouco, durante a audiência pública com familiares de vítimas da Covid-19 na CPI, Renan se pronunciou sobre sua “proposta de relatório, de parecer”.

“Essa proposta será submetida a uma conversa, em primeiro lugar, com o G7, que como todos sabem é um grupo heterogêneo. Nós não pensamos igualmente sobre as mesmas coisas, é evidente que há diferenças”, comentou o relator.

“Nós tivemos que administrar nos últimos dias o vazamento de uma das minutas do relatório, e por um lado isso é muito ruim, vazamento é ruim, por outro lado eu acho que isso ensejará o debate, a antecipação do debate sobre cada tema conflitante da comissão, para que as pessoas definitivamente saibam, a partir dos argumentos de cada um, o que é, evidentemente, o que cada um defende, a inclusão, a retirada. Democracia se faz dessa forma”, acrescentou Calheiros.

Para concluir, o senador disse que no processo parlamentar e até mesmo na investigação parlamentar, “tudo caminha mais facilmente pela maioria”.

“Não há como substituir a maioria. E eu queria mais uma vez afirmar que esse é o meu compromisso, e esse também é o meu propósito”, finalizou.

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