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Um curioso caso da remoção de uma diplomata, chamada de volta ao Brasil

Servidora era lotada na embaixada em Honduras

Por Evandro Éboli Atualizado em 5 fev 2021, 09h14 - Publicado em 5 fev 2021, 12h17

Uma portaria do ministro Ernesto Araújo publicado no Diário Oficial desta semana removendo a diplomata Railssa Peluti Alencar de Tegucigalpa, capital de Honduras, de volta para Brasília, chamou a atenção.

As razões expostas na portaria citaram motivações diversas. E bem delicadas.

Dizia que a manutenção da servidora no exterior “seria incompatível com as atividades diplomáticas a serem desempenhadas, em especial no que diz respeito à representação do Estado brasileiro e à defesa dos interesses nacionais”.

É o que apontava o processo administrativo a que respondeu internamente. 

Mais: dizia que é dever do dos servidores do quadro de pessoal do ministério manter “comportamento correto e decoroso na vida pública e privada, bem como solicitar, previamente, anuência da autoridade competente, na forma regulamentar, para manifestar-se publicamente sobre matéria relacionada com a formulação e execução da política exterior do Brasil”. 

Mas, afinal, o que fez Railssa Peluti?

A diplomata tem por hábito usar um pseudônimo, com sobrenome “Arendt”, para escrever contos e poemas. E com essa identidade usou email para atacar e questionar uma possível indicação do consultor jurídico do ministério, George Galindo, para uma vaga na Comissão de Direito Internacional (CDI), vinculada às Nações Unidas.

Até o Ernesto recebeu essas mensagens.

 

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