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Radar Por Robson Bonin Notas exclusivas sobre política, negócios e entretenimento. Com Gustavo Maia, Laísa Dall'Agnol e Lucas Vettorazzo. Este conteúdo é exclusivo para assinantes.

O clima pesado entre Guedes e Marinho no governo

Controlar os gastos ou organizar os gastos antes que o Congresso imponha a despesa? O dilema no governo

Por Robson Bonin Atualizado em 16 ago 2020, 12h50 - Publicado em 16 ago 2020, 10h36

Veja como anda leve o clima no governo diante dessa disputa de forças entre o controle de gastos versus ampliação de gastos para impulsionar a retomada econômica.

Paulo Guedes apelidou Rogério Marinho de “fura-teto”. O ministro é o principal defensor da retomada de obras e investimentos estruturais como motor da retomada.

Já Marinho chama Guedes de “pastor do deserto”, tamanha a audiência de sua pregação contra os gastos públicos. Para quem pensa como Marinho, o discurso de Guedes, apesar de mirar algo ideal, não se sustenta na conjuntura atual.

Ficar “pregando no deserto” não resolve, pois o Congresso acaba ignorando Guedes e autorizando gastos do mesmo jeito, como no caso dos 200 reais que viraram 600 reais no auxílio emergencial. Se é para fazer, Marinho prefere que o governo toque o processo. Daí o tal plano de investimento de 5 bilhões de reais em obras.

Guedes, por outro lado, vê o fundo do poço, para o governo, no plano de gastança e o impeachment anunciado. Argumentos poderosos.

 

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