Clique e Assine por apenas R$ 0,50/dia
Radar Por Robson Bonin Notas exclusivas sobre política, negócios e entretenimento. Com Gustavo Maia, Laísa Dall'Agnol e Lucas Vettorazzo. Este conteúdo é exclusivo para assinantes.

Nenhum partido questiona prestação de contas das outras siglas

Dados são públicos desde 2014, mas legendas evitam denunciar práticas que conhecem profundamente

Por Gabriel Mascarenhas Atualizado em 3 Maio 2017, 11h13 - Publicado em 2 Maio 2017, 08h21

A cada eleição, candidatos criam uma trincheira no TSE. Tomá-lhe acusações de compra de votos, abuso de poder econômico, caixa 2 e outras maracutaias comuns na disputa para chegar ao poder. O mais importante exemplo ameaça derrubar Michel Temer da cadeira e suspender os direitos políticos de Dilma Rousseff.

Esse é o cenário repetido a cada dois anos. Sim, mas, anualmente, todas as siglas são obrigadas a entregar ao TSE um balanço comprovando onde gastaram cada centavo do fundo partidário, leia-se, dinheiro público. Desde 2014, ano de nascimento da Lava Jato, esses documentos são públicos, justamente para que um partido possa fiscalizar o outro. Só se for na Suíça…

A podridão do sistema político brasileiro é pluripartidária. Por isso, reina a lógica de não dedurar o coleguinha que fez a mesma bagunça que você. O TSE mostra que assim segue o baile.

De acordo com o tribunal, desde que os dados tornaram-se acessíveis a qualquer cidadão, jamais um partido entrou com pedido de cassação de outra sigla por eventuais traficâncias identificadas na prestação de contas.

O prazo para as legendas entregarem seus calhamaços neste ano termina amanhã à noite. Alguém acha que, no pós-Odebrecht, haverá um dirigente partidário disposto a apontar o dedo para o coleguinha?

Continua após a publicidade
Publicidade