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Radar Por Robson Bonin Notas exclusivas sobre política, negócios e entretenimento. Com Gustavo Maia, Laísa Dall'Agnol e Lucas Vettorazzo. Este conteúdo é exclusivo para assinantes.

Números do Inpe sobre desmatamento testam fase ‘paz e amor’ de Bolsonaro

Entre agosto de 2018 e julho de 2019, o desmatamento da Amazônia atingiu 9.762 quilômetros quadrados -- maior taxa registrada desde 2008

Por Robson Bonin Atualizado em 18 nov 2019, 13h06 - Publicado em 18 nov 2019, 12h06

A semana começa com o Instituto de Pesquisas Espaciais divulgando em números o tamanho do estrago registrado na Amazônia entre doze meses de governo compartilhado entre Michel Temer e Jair Bolsonaro.

Entre agosto de 2018 e julho de 2019, o desmatamento da Amazônia atingiu 9.762 quilômetros quadrados, de acordo com os dados do Projeto de Monitoramento do Desmatamento na Amazônia Legal por Satélite.

O número representa um aumento de 29,5% em relação ao período anterior e é a maior taxa registrada desde 2008.

Em agosto, depois de o instituto revelar uma fornada de números indigestos à política ambiental do governo, o chefe do órgão, Ricardo Galvão, rodou do cargo alegadamente por problemas com Ricardo Salles. Um pouco antes, em 19 de julho, o próprio presidente Bolsonaro pôs em dúvida os dados do Instituto e acusou Galvão de atuar “a serviço de alguma ONG”.

Em outubro, o Radar mostrou que o presidente, cansado de tantos embates, planejavam gradualmente mostrar seu lado “Bolsinho paz e amor”, como vem fazendo nos últimos dias. O novo banho de realidade dos dados da Amazônia deve desafiar esse comportamento. Cabeças vão rolar no Inpe novamente?

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