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Radar Por Robson Bonin Notas exclusivas sobre política, negócios e entretenimento. Com Evandro Éboli, Mariana Muniz e Manoel Schlindwein. Este conteúdo é exclusivo para assinantes.

Presidente da Leitura prevê o pior, caso imposto do livro seja criado

Presidente da Livraria Leitura diz que impacto não tem precedentes.

Por Manoel Schlindwein Atualizado em 28 ago 2020, 20h11 - Publicado em 30 ago 2020, 14h12

A proposta de reforma tributária do governo federal que prevê a cobrança de impostos sobre livros não foi bem recebida pelo setor. A mudança prevê uma alíquota de 12%, o que encareceria o preço final do produto e limitaria o acesso dos consumidores. Manter a isenção de tributos sobre os livros é fundamental para formar leitores e dar acesso a todos à educação e ao conhecimento, defende a rede Livraria Leitura.

“Este tributo seguramente terá um impacto sem precedentes no ramo, destruindo a viabilidade do setor que trabalha sem tributação desde a constituição de 1946″, adverte o presidente da livraria, Marcus Telles.

Na sexta-feira, a rede inaugurou a 74ª loja, em Brasília. Em 2019, comercializou 6,7 milhões de livros – neste ano, a queda nas vendas deve passar de 25% em função do fechamento durante a pandemia.

“A nova tributação vai reduzir bastante o consumo de livros, inviabilizando a maioria das livrarias do Brasil, livrarias estas que já vivem uma dura realidade, com queda das vendas nos últimos cinco anos, crise econômica de 2015 a 2017, com duas das maiores redes do pais enfrentando uma penosa recuperação judicial ao mesmo tempo em que se consolida uma multinacional que chega a trabalhar com margem negativa em vários livros”, observa Telles.

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