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Novo chanceler escancara inépcia de Araújo no Itamaraty

França promete implementar 'crescentes contatos com governos e laboratórios' por vacinas e remédios contra o vírus -- o que fez Araújo até hoje?

Por Gustavo Maia Atualizado em 6 abr 2021, 12h07 - Publicado em 6 abr 2021, 12h01

O discurso de chegada do novo chanceler Carlos Alberto França trouxe natural alívio nos quadros da diplomacia brasileira, tão carentes do básico: posições coerentes e alinhadas com os verdadeiros desafios do país no momento, nada sobre o terraplanismo da gestão anterior.

Um trecho do discurso, em especial, complica Ernesto Araújo ao sugerir um cenário de terra arrasada nas relações externas para combater a pandemia.

“Em diferentes partes do mundo, serão crescentes os contatos com governos e laboratórios para mapear as vacinas disponíveis. Serão crescentes as consultas a governos e farmacêuticas, na busca de remédios necessários ao tratamento dos pacientes em estado mais grave. São aportes da frente externa que podemos e devemos trazer para o esforço interno de combate à pandemia. Aportes que não bastam em si, mas que podem ser decisivos”, disse França.

Em outras palavras, a gestão passada negligenciou de tal forma a pandemia que só agora, depois de um ano de grave pandemia, o novo chanceler precisa se comprometer publicamente a implementar “crescentes contatos com governos e laboratórios para mapear as vacinas disponíveis”.

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