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No STJ, ministros avaliam que MPF errou com Bolsonaro e Carlos – entenda

Ministros ainda não digeriram o episódio do acesso presidencial aos arquivos de visitantes da portaria do condomínio Vivendas da Barra

Por Laryssa Borges - Atualizado em 11 nov 2019, 15h44 - Publicado em 11 nov 2019, 11h12

No Superior Tribunal de Justiça, onde vai ser julgado o pedido para federalizar as investigações do caso Marielle Franco, nem todos os ministros estão convencidos de que Jair Bolsonaro e seu filho Carlos deveriam ter saído ilesos do episódio do acesso aos arquivos de visitantes da portaria do condomínio Vivendas da Barra.

Integrantes da Terceira Seção do tribunal, que deve julgar o pedido de federalização, avaliam que Augusto Aras e Eduardo Gussem, chefes do Ministério Público federal e estadual, deveriam no mínimo ter pedido explicações à família presidencial, já que não é adequado que pessoas mencionadas — o agora famoso depoimento do porteiro — em investigações criminais manipulem elementos de prova. 

ATUALIZAÇÃO, 15H42 de 11/11/2019 — A assessoria do MPRJ entrou em contato com o Radar para registrar a seguinte nota: “O MPRJ não pode investigar o presidente da República. Por isso, ao tomar conhecimento de menção à autoridade e imóvel de pessoa com foro por prerrogativa de função em outra esfera, imediatamente foi submetido a quem de direito. Até o arquivamento do caso na PGR, o MPRJ não poderia nem mesmo realizar diligências no condomínio. O MPRJ tinha autorização apenas a demonstrar os vínculos entre Élcio Queiroz e Ronnie Lessa, o que foi rigorosamente observado. Ou seja, o MPRJ seguiu o comando legal e os protocolos”.

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