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Radar Por Robson Bonin Notas exclusivas sobre política, negócios e entretenimento. Com Gustavo Maia, Laísa Dall'Agnol e Lucas Vettorazzo. Este conteúdo é exclusivo para assinantes.

No Rio, Lula retoma discurso usado nos anos de corrupção na Petrobras

Trabalhadores do setor foram os mais prejudicados pelo propinoduto petista montado a partir de contratos com empreiteiras e estaleiros

Por Robson Bonin Atualizado em 14 jun 2021, 19h28 - Publicado em 15 jun 2021, 11h29

Em abril, a presidente nacional do PT, Gleisi Hoffmann, deu uma entrevista ao jornal O Globo em que debochou da inteligência dos brasileiros a negar o saque praticado pelo petismo e partidos aliados aos cofres da Petrobras durante os governos de Lula e Dilma Rousseff.

“Não concordo que houve corrupção na Petrobras durante os governos do PT”, disse a petista na ocasião.

Como não houve corrupção, nenhum petista deve sentir-se envergonhado em visitar as ruínas produzidas pelo petrolão. Tanto que, na sua passagem pelo Rio de Janeiro, o ex-presidente Lula decidiu visitar um estaleiro da indústria naval, setor que virou monumento da corrupção petista na Petrobras.

A Lava-Jato demonstrou com dados e revelações de operadores petistas que a construção de sondas no Brasil nada mais era do que um esquema para garantir propinas bilionárias ao petismo. Os ditos navios de exploração de petróleo em águas profundas fabricados aqui custariam muito mais caro do que comprar um equipamento semelhante do outro lado do mundo, mas ninguém pensava nisso.

O discurso que justificava a criação da famosa Sete Brasil, a estatal que abrigou parte importante da roubalheira petista, era o mesmo que agora é resgatado por Lula: valorizar um tal “conteúdo nacional” que só rendeu frutos mesmo ao esquema de propina tocado pelo pai do “pixuleco”, o companheiro João Vaccari.

Foi esse esquema de estaleiros brasileiros — formados em consórcios de empreiteiras do petrolão — que viabilizou, no departamento de propinas da Odebrecht, por exemplo, a “Conta Amigo”, fonte milionária de dinheiro que era gerida por Antonio Palocci para bancar as coisas de Lula, segundo revelou Marcelo Odebrecht em delação.

Deixamos de ser grande pra voltar a ser pequenos. Deixamos de produzir conteúdo nacional pra virar vira-lata de outras economias. Temos engenharia, tecnologia e mão de obra qualificada. Apenas no estado do RJ, a indústria naval tinha 33.000 trabalhadores. Hoje são 7.000″, diz Lula.

Lula, segundo o PT, “ficou indignado diante de partes de plataforma que estavam sendo construídas para a Petrobras e agora, paradas há anos, devem ser transformadas em sucata”. Só faltou anunciar que o petista, se eleito, irá resgatar os campeões nacionais e reabrir os contratos na estatal aos empreiteiros amigos.

 

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