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Radar Por Robson Bonin Notas exclusivas sobre política, negócios e entretenimento. Com Gustavo Maia, Laísa Dall'Agnol e Lucas Vettorazzo. Este conteúdo é exclusivo para assinantes.

No encontro do Alvorada, Bolsonaro atribui corrupção na Saúde ao centrão

'Esses filhos da p... querem me f... É sacanagem pra todo lado. Não aguento mais esses caras, esse centrão', disse o presidente aos irmãos Miranda

Por Robson Bonin Atualizado em 2 jul 2021, 11h03 - Publicado em 2 jul 2021, 06h10

Quando sentaram com Jair Bolsonaro na biblioteca do Palácio da Alvorada na tarde de 20 de março, pouco depois das 16h, Luis Miranda e o irmão dele, o servidor da Saúde Luis Ricardo, ouviram mais revelações do presidente do que se sabe até agora.

Bolsonaro apontou o dedo para Ricardo Barros? Sim. Foi direto. Ao olhar a fotografia do líder do governo na Câmara, diz: “Mais uma desse cara? Sabe me dizer se o Barros tá mesmo envolvido com isso?”

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Miranda responde que não sabe se Barros está mesmo envolvido, mas afirma que as desconfianças e evidências de corrupção no caso Covaxin são “todas técnicas”.

Bolsonaro então reclama de Barros, mas dispara também contra outros dois caciques metidos em rolos no governo e até agora desconhecidos no caso.

Ao citar os nomes desses dois figurões, o presidente se diz refém do centrão: “Esses filhos da p… querem me f… É sacanagem pra todo lado. Não aguento mais esses caras, esse centrão”.

Com soco na mesa, Bolsonaro segue o desabafo, como se, apesar de ser presidente, não controlasse o centrão: “Vocês tão vendo o que eu passo aqui? Uma m… dessa estoura, a culpa é minha. Tudo é culpa minha…”

Quem são os dois personagens citados por Bolsonaro e desconhecidos até agora? Com a palavra os participantes da reunião do Alvorada.

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