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Neto de Golbery e sobrinho de Passarinho rechaçam AI-5: “retardo mental”

Parentes de dois militares protagonistas do regime militar criticam declaração de filho de Bolsonaro

Por Evandro Éboli 31 out 2019, 17h01

A ideia do retorno de algo igual ou assemelhado ao AI-5, como defendeu Eduardo Bolsonaro, não encontra respaldo nem entre parentes de dois militares protagonistas do regime militar.

Gobery do Couto Neto reagiu duramente às declarações do deputado e filho do atual presidente. Seu avô, Golbery do Couto e Silva, é considerado o estrategista da doutrina de segurança nacional, foi um dos criadores do SNI e é reconhecido como um dos responsáveis pela distensão política no governo Geisel, que levou à abertura política. Neto atacou duramente Eduardo nas suas redes.

“AI-5: O deputado Eduardo Bolsonaro só pode sofrer de retardo mental!. Isso atinge o trabalho do meu avô pela abertura política. Começo a pensar na possibilidade do afastamento do presidente e de sua família da política brasileira. Passou de todos os limites”, postou Golbery Neto.

O deputado Joaquim Passarinho (PSD-PA) também diz não haver mais espaço para esse tipo de medida. Ele é sobrinho do coronel Jarbas Passarinho, que ocupou vários cargos nos governos militares e ganhou a história por ter mandado “os escrúpulos às favas” ao assinar o AI-5, em dezembro de 1968. Foi um dos signatários. O sobrinho diz hoje que os tempos são outros.

“Não há clima para isso mais não. Atribuo essa declaração ao momento político, de muita radicalização, mas o país hoje é mais centro. Está mais equilibrado, com instituições democráticas em pleno funcionamento. Isso aí é do embate político”, disse Joaquim Passarinho ao Radar.

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