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Radar Por Robson Bonin Notas exclusivas sobre política, negócios e entretenimento. Com Gustavo Maia, Laísa Dall'Agnol e Lucas Vettorazzo. Este conteúdo é exclusivo para assinantes.

‘Não tem o menor sentido’, diz infectologista sobre fim do uso de máscara

Vice-presidente da Sociedade Brasileira de Infectologia diz que vacina não garante a não transmissão do vírus

Por Laísa Dall'Agnol Atualizado em 10 jun 2021, 19h00 - Publicado em 10 jun 2021, 18h56

O vice-presidente da Sociedade Brasileira de Infectologia, Alberto Chebabo, rebateu a declaração do presidente Jair Bolsonaro sobre a dispensa do uso da máscara para quem já foi vacinado ou que já contraiu o vírus.

“Não tem o menor sentido isso, porque a gente ainda não tem uma cobertura vacinal adequada e a vacina não significa 100% de proteção para ninguém. A pessoa vacinada pode até não ficar doente, mas ela não deixa de transmitir”, explica o infectologista.

Chebabo defende que é possível começar a se pensar na ideia da dispensa do uso de máscara para quem foi vacinado apenas a partir do momento em que tanto a taxa de transmissão quanto o número de casos diminuam no Brasil.

“Hoje o número de casos está em 300 por cada 100 mil habitantes, por semana. Não dá para pensar em suspender nenhuma medida protetora agora. Quando você começar a diminuir para, no máximo, 40 casos por 100 mil habitantes, aí pode-se conversar a respeito, mas não agora”, afirma.

Mais cedo, no Planalto, Bolsonaro afirmou que mandou o ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, elaborar um parecer para fundamentar uma medida do governo com objetivo de cancelar a obrigação do uso de máscara por por brasileiros vacinados e brasileiros que já tenham contraído o coronavírus.

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