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MPF rejeita perseguição política a Lula e ataca o ‘Intercept’

'Panfletário'

Por Ernesto Neves - Atualizado em 2 set 2019, 19h50 - Publicado em 2 set 2019, 18h56

O Ministério Público Federal enviou ao desembargador João Pedro Gebran Neto, do Tribunal Regional Federal da  4ª Região, nesta segunda (2) documento em que rebate a tese defendida pela defesa de Lula de que este sofreu perseguição política durante o processo do sítio de Atibaia.

Assinado pelo procurador Mauricio Gotardo Gerum, o documento de 23 páginas pede para que seja rejeitado o pedido de inclusão dos diálogos entre Sergio Moro e Deltan Dallagnol na ação penal.

Esses diálogos foram obtidos através da ação de hackers e divulgados pelo site “Intercept“.

O MPF parte para o ataque frontal.

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Gerum afirma que o site, apesar de se dizer imparcial, vem realizando uma “campanha panfletária de exposição da intimidade de diversos integrantes da Força Tarefa Lava Jato”.

O procurador diz que seu conteúdo está “muito distante do jornalismo sério que se espera apto a orientar a formação de opinião”.

Diz ainda que os jornalistas optaram por divulgar conteúdos que têm como objetivo “o achincalhamento pessoal de procuradores” que atuaram na Lava-Jato.

“(…) não há como serem aproveitados os diálogos ilicitamente obtidos e divulgados pelos canais de comunicação que a isso se dispuseram”, escreve o procurador.

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Sobre a inclusão dos diálogos no processo, o MPF afirma que foram obtidos de forma ilegal.

“Somente por ordem judicial é que se admite a violação da intimidade, e consequentemente, a interceptação de conversas privadas. Sendo essa violação fruto de uma invasão criminosa, conforme apurado no inquérito já mencionado, inequívoca a
imprestabilidade da prova em razão do vício de origem”, conclui Gerum.

 

 

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