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Radar Por Robson Bonin Notas exclusivas sobre política, negócios e entretenimento. Com Gustavo Maia, Laísa Dall'Agnol e Lucas Vettorazzo. Este conteúdo é exclusivo para assinantes.

MPF pede suspensão de concurso da Polícia Federal

Procuradoria diz que há insegurança contra Covid e exige esclarecimento sobre aglomeração em provas da PRF, realizadas no início do mês

Por Laísa Dall'Agnol Atualizado em 17 Maio 2021, 11h53 - Publicado em 17 Maio 2021, 12h20

O Ministério Público Federal, por meio da Procuradoria da República no Ceará, entrou com uma ação civil pública contra a realização do concurso da Polícia Federal, previsto para o próximo domingo (23).

Na petição, o procurador Oscar Costa Filho aponta o avanço da pandemia de Covid-19 no país e o ainda baixo índice de população vacinada –cerca de 8,38%– como fatores determinantes para o adiamento da prova.

A ação cita, ainda, denúncias de filas e aglomerações no concurso da Polícia Rodoviária Federal, realizado em 9 de maio, e intimou o Cebraspe (organizadora tanto do concurso da PRF quanto da PF) a prestar esclarecimentos sobre as medidas de segurança sanitária adotadas.

“Ninguém quer anular o concurso, a gente quer apenas suspender a aplicação da prova por prazo determinado, com retorno condicionado à melhora no cenário da pandemia”, afirmou o procurador ao Radar.

“A realização do concurso, no cenário atual, vai prejudicar a livre concorrência, porque muitos candidatos não vão fazer essa prova, ou por estarem infectados, ou por temerem o risco de infecção”, defendeu Costa Filho.

O juiz ao qual a ação foi distribuída poderá ouvir a União para poder decidir sobre o pedido de suspensão.

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Além da prova da PF, acontece ainda neste mês o Concurso de Admissão à Carreira Diplomática, no dia 30.

Também com receio de insegurança contra a Covid, candidatos e ex-candidatos elaboraram um documento entitulado ‘Razões para adiar o Concurso de Admissão à Carreira Diplomática (CACD)’.

Eles apontam que em anos anteriores, fora do contexto de pandemia, já existiam problemas de logística.

Nos locais da prova, que é aplicada pelo Iades (Instituto Americano de Desenvolvimento), são citados relatos de 2019, quando teria havido demora na checagem de nomes e na coleta de digitais.

Além disso, o edital do concurso determina que as provas da segunda e terceira fases serão realizadas “nas capitais onde houver candidatos aprovados na fase anterior”, o que implica que poderá haver casos em que os inscritos terão de arcar com custos e riscos de transporte e hospedagem.

Por fim, outro entrave apontado é o grau de complexidade que tem a prova para o Itamaraty: são oito horas divididas em dois turnos, com um intervalo para almoço, o que aumenta as chances de contato entre os participantes.

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