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MPF: Glenn Greenwald não entende o sistema judicial brasileiro

Documento foi enviado ao Tribunal Regional Federal da 4ª Região

Por Ernesto Neves - Atualizado em 2 Sep 2019, 19h45 - Publicado em 2 Sep 2019, 19h40

No texto em que rebate pedido feito pela defesa do ex-presidente Lula para que diálogos revelados por hackers sejam incluídos na ação de Atibaia, o Procurador Regional Mauricio Gotardo Gerum afirma que Glenn Greenwald, editor do site “Intercept“, não entende o sistema judicial brasileiro.

Segundo Gerum, o jornalista utiliza como base as regras do direito americano para suas matérias.

“Essa mesma incompreensão de nosso sistema é que possivelmente levou o jornalista Glenn Greenwald, editor do site theintercept.com, que, por seu currículo na wikipedia, verifica-se também ser advogado especialista em direito constitucional dos Estados Unidos, a dramatizar os contatos entre o ex-Juiz Federal Sergio Moro e integrantes da Força Tarefa Lava Jato”, escreve o procurador.

Gerum diz que a conversa entre Sergio Moro e Deltan Dallagnol faz parte do sistema penal brasileiro.

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“Nosso direito, contudo, tem raízes históricas e culturais muito diversas e os riscos que os países da common law veem nessa proximidade são afastados por outros mecanismos de controle. O julgamento justo, que lá se entende garantido pelo absoluto distanciamento do juiz das partes, aqui tem no registro de todos os atos processuais e na necessidade de ampla explicitação dos fundamentos das decisões judiciais o seu pilar fundamental”, afirma.

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