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Ministério Público de SP abre investigação contra Haddad por improbidade

Caso foi encaminhado pela Justiça Federal a partir de delação da OAS na Lava-Jato e prescreve no final do ano

Por Laísa Dall'Agnol Atualizado em 13 ago 2021, 15h53 - Publicado em 13 ago 2021, 15h49

O Ministério Público de São Paulo abriu investigação para apurar suposta improbidade administrativa do ex-prefeito Fernando Haddad (PT) e outras seis pessoas durante a gestão petista.

O caso estava com a Justiça Federal, que em abril apresentou inquérito civil a partir de delação premiada de Léo Pinheiro, ex-presidente da OAS, com a Lava-Jato. Por apurar irregularidades que teriam ocorrido em São Paulo, as diligências foram transferidas na última semana para o MP estadual.

No inquérito, o promotor de Justiça Silvio Antonio Marques pontua que a prescrição dos fatos é em dezembro deste ano e pede urgência no atendimento das solicitações do procedimento.

Segundo a delação à Lava-Jato, Léo Pinheiro teria sido procurado após as eleições municipais, no início de 2013, por João Vaccari Neto. O ex-tesoureiro do PT teria solicitado o pagamento de 5 milhões de reais referente à quitação de uma dívida de campanha de Haddad.

A contrapartida, diz o inquérito, seria a manutenção do contrato da OAS com a prefeitura na continuidade da Avenida Jornalista Roberto Marinho.

Na delação, Léo Pinheiro afirma ainda que o ex-secretário de governo de Haddad, Antônio Donato, e o então tesoureiro da campanha petista, Francisco Macena, estavam cientes das negociações com Vaccari. Ambos também são investigados pelo Ministério Público.

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