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Radar Por Robson Bonin Notas exclusivas sobre política, negócios e entretenimento. Com Gustavo Maia, Laísa Dall'Agnol e Lucas Vettorazzo. Este conteúdo é exclusivo para assinantes.

Ministério investiga sementes enviadas por correio da China para 4 estados 

Produto chegou a consumidores brasileiros sem ter sido encomendado; governo apura se há riscos à saúde

Por Evandro Éboli Atualizado em 18 nov 2020, 19h57 - Publicado em 23 set 2020, 14h24

O Ministério da Agricultura confirmou o registro de pelo menos quatro casos, até o momento, de sementes enviadas da China  em produtos encomendados por brasileiros. O consumidor faz o pedido de um determinado objeto, por exemplo, e junto vem uma semente para ser plantada.

Esses quatro casos se deram no Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Goiás e Mato Grosso do Sul.

O governo avalia os riscos envolvidos e analisa essas sementes que estão chegando aos brasileiros.

“O material foi enviado para o Laboratório Federal de Defesa Agropecuária (LFDA) de Goiânia para as análises técnicas. Ainda não há prazo  para a apresentação dos resultados, pois são vários tipos de análises (fitossanitária para ver se tem pragas, de identidade e qualidade necessária à detecção de ervas daninhas)”, informou o ministério, que diz ainda não ser possível apontar os riscos.

Conforme o Radar mostrou, as sementes estão sendo enviadas a consumidores e gerou reação de setores do agronegócio.

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Em nota, o governo também informou que a entrada de sementes no Brasil só pode ser originária de fornecedores de países com os quais o Ministério da Agricultura  já tenha estabelecido os requisitos fitossanitários. Esse material deve ser certificado pelas autoridades fitossanitárias do país exportador.

“O ministério, antes de autorizar a importação da semente de determinado país, realiza análise de risco de pragas para identificar quais pragas podem ser introduzidas por aquelas sementes. A partir disso, ficam estabelecidas medidas fitossanitárias a serem cumpridas no país de origem para minimizar o risco de introdução de novas pragas no Brasil por meio da importação desse material”.

A importação de vegetais sem autorização pode facilitar a entrada de pragas ou doenças que não existem ou estão erradicadas no país, além de causar prejuízos econômicos, afirma a nota.

“Para evitar o risco fitossanitário, o ministério atua no controle do e-commerce internacional com equipe dedicada a fiscalizar e impedir a entrada de material sem importação autorizada no país”.

A recomendação do ministério é que, caso a pessoa não tenha feito compra on-line ou não reconheça o remetente, não utilize as sementes e leve o pacote para uma das unidades da pasta em seu estado ou entre em contato por telefone relatando a situação.

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