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Radar Por Robson Bonin Notas exclusivas sobre política, negócios e entretenimento. Com Gustavo Maia, Laísa Dall'Agnol e Lucas Vettorazzo. Este conteúdo é exclusivo para assinantes.

Mensagens mostram briga no grupo que ofertava vacinas a Bolsonaro

Grupo que tentava vender vacinas ao governo entrou em atrito seis dias antes de suposto encontro em que Bolsonaro prometeu fechar negócio

Por Gustavo Maia 6 jul 2021, 19h13

Em plena negociação de supostas vacinas com o governo de Jair Bolsonaro, o reverendo Amilton Gomes de Paula, representante da entidade religiosa Senah, disparou mensagens ao cabo da Polícia Militar Luiz Paulo Dominguetti para avisar que não negociaria mais com Cristiano Carvalho, CEO da Davati.

O desentendimento entre o reverendo e Carvalho se deu em março, quando o grupo negociava uma reunião pessoal com Jair Bolsonaro.

A Senah do reverendo Amilton foi usada para aproximar os vendedores de vacinas do governo. “Estou retirando meu nome de tudo e mais a Senah não fará mais parte de nenhuma negociação que tenha o nome do Cristiano envolvido. Esse moleque não sabe quem eu sou!”, escreveu o reverendo a Dominguetti.

O policial, que atuava em sintonia com o CEO da Davati, tenta acalmar o reverendo. “Estou aqui em uma call. Já lhe atendo. A pressão é enorme de todos os lados”, diz Dominguetti.

A troca de mensagens é de 10 de março. Na semana seguinte, Dominguetti escreveria a outro integrante do esquema para falar dos avanços de Amilton nas conversas com Bolsonaro, o que mostra que o reverendo permaneceu no negócio.

“Ontem o Amilton falou com o Bolsonaro. Ele falou que vai comprar tudo”, disse Dominguetti a um interlocutor.

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