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Radar Por Robson Bonin Notas exclusivas sobre política, negócios e entretenimento. Com Evandro Éboli, Mariana Muniz e Manoel Schlindwein. Este conteúdo é exclusivo para assinantes.

Lula defende Bolsonaro sobre interferência na PF: ‘Mentira de Moro’

Ex-presidente chamou ex-ministro de ‘desequilibrado’ e ‘medíocre’, durante entrevista virtual

Por Robson Bonin - Atualizado em 15 set 2020, 15h15 - Publicado em 15 set 2020, 14h02

Um dia depois de ter sido denunciado pela quarta vez na Lava-Jato, por lavagem de dinheiro em doações recebidas da Odebrecht, Lula voltou a praticar seu esporte favorito: detonar Sergio Moro.

Numa entrevista virtual a blogueiros de esquerda, Lula chama Moro de “desequilibrado” e “medíocre” e ainda acusou o ex-ministro de ter criado “pirotecnia” quando pediu demissão e acusou Jair Bolsonaro de ter tentado interferir na Polícia Federal para blindar familiares e amigos.

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“Ele (Moro) poderia ter demonstrado seriedade quando virou bolsonarista. Ele é tão medíocre que quando sai, ele tenta criar mais uma pirotecnia com o apoio da Globo: ‘Ah, eu vou sair porque o Bolsonaro quer indicar o diretor-geral da Polícia Federal’. É importante lembrar que o presidente da República tem o direito de indicar o diretor da Polícia Federal, sim. Eu indiquei duas vezes e nunca pedi nem orientei porque eles têm autonomia. E por que o Moro achava que ele podia e o Bolsonaro não podia? Tenta ganhar a opinião pública mentindo outra vez”, disse Lula, defendendo Bolsonaro do inquérito aberto no STF.

Para Lula, Moro não teria condições de conduzir a Lava-Jato e condená-lo por corrupção nos desvios da Petrobras: “Se alguém tivesse feito um teste psicotécnico com o Moro, iriam descobrir que ele é um desequilibrado. Ficou tão envaidecido pela pirotecnia que a Globo fez com ele, tentar vender como um ser humano superior, um ser maior, que ele quebrou a cara”.

Antes de disparar contra o ex-juiz, Lula disse, veja só, que não tem ódio de Moro: “Não tenho do Moro o ódio que ele tem de mim. Como pessoa humana, quero que ele seja tratado com o respeito que eu não fui por ele. Ele que siga a vida dele. Se quiser ser candidato a presidente, tem que procurar um partido, se filiar, e fazer campanha”.

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