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Radar Por Robson Bonin Notas exclusivas sobre política, negócios e entretenimento. Com Gustavo Maia, Laísa Dall'Agnol e Lucas Vettorazzo. Este conteúdo é exclusivo para assinantes.

Lira terá reunião com Fux sobre suspensão do chamado ‘orçamento secreto’

Na sexta-feira, a ministra Rosa Weber decidiu suspender a execução das "emendas de relator" do Orçamento de 2021

Por Gustavo Maia, Laísa Dall'Agnol Atualizado em 8 nov 2021, 10h47 - Publicado em 8 nov 2021, 09h57

Um dos maiores afetados pela decisão da ministra Rosa Weber de suspender a execução das “emendas de relator”, que sustentam o chamado “Orçamento secreto”, o presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira, terá uma reunião com o presidente do Supremo Tribunal Federal, Luiz Fux, para discutir a medida.

O encontro com o ministro está marcado para as 17h desta segunda-feira, no STF, e foi solicitado por Lira.

Segundo deputados da base aliada, a decisão da ministra atinge em cheio a capacidade de articulação do governo e a penetração das iniciativas do presidente Jair Bolsonaro em torno de suas propostas.

A conversa vai ocorrer horas antes do início do julgamento da liminar de Rosa Weber, durante sessão extra no plenário virtual marcada para começar à 0h desta terça-feira — com duração de até 48h, até o último minuto da quarta.

Nesse período, no entanto, algum dos ministros pode pedir destaque para levar o caso ao plenário presencial e paralisar o julgamento.

As emendas de relator compõem o chamado “orçamento paralelo” , que tem sido usado pelo governo do presidente Jair Bolsonaro para turbinar as emendas parlamentares de aliados no Congresso.

Ao contrário das emendas individuais, que seguem critérios bem específicos e são divididas de forma equilibrada entre todos os parlamentares, as emendas de relator não seguem critérios usuais e beneficiam somente alguns parlamentares.

Na prática, a destinação dos recursos é definida em acertos informais entre parlamentares aliados e o governo federal. Por isso, esses repasses são alvo de críticas de especialistas. Como não há transparência sobre os gastos, ele acabou ficando conhecido como “orçamento secreto”.

 

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