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Lava-Jato condena engenheiro por lavar propinas do pai, ex-Petrobras

Luiz Antonio Bonat, da 13ª Vara Federal de Curitiba, aplicou multa de 16 milhões de reais e determinou sete anos de prisão

Por Mariana Muniz 29 out 2020, 20h12

O juiz Luiz Antonio Bonat, da 13ª Vara Federal de Curitiba, condenou o engenheiro Douglas Campos Pedroza de Souza a sete anos de prisão por lavagem de dinheiro. Ele foi acusado pela Lava-Jato de lavar a propina recebia pelo pai, Djalma Rodrigues de Souza, ex-gerente-geral da Petrobras, nos contratos envolvendo o Complexo Petroquímico do Suape.

Na ação penal, o MPF também apontava o engenheiro como responsável pela movimentação de valores em nome de empresas offshore, com o propósito de ocultar verbas provenientes de propinas recebidas por seu pai em em contratos celebrados entre a Odebrecht e a Petrobras. 

O magistrado também condenou o réu ao pagamento de uma multa de 16 milhões de reais — montante equivalente, segundo ele, ao valor escamoteado. 

Na decisão, Bonat considerou que o engenheiro cometeu o crime de lavagem 19 vezes, atuando em um esquema de “sofisticada engenharia financeira da operação, envolvendo a abertura de contas secretas em nome de off-shores e disponibilidades mantidas no exterior”. “Lavagem de grande quantidade de dinheiro merece reprovação especial a título de consequências, tendo em vista que, neste caso, considera-se que o delito violou o bem jurídico tutelado de forma muito mais intensa do que o usual”, disse ainda. 

Da decisão cabe recurso.

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